Nem todo aumento do volume mamário em homens tem a mesma origem, e essa distinção influencia diretamente o tipo de tratamento indicado para cada paciente. O Dr. Haeckel Cabral Moraes, que atua em Uberaba, avalia com frequência homens que chegam à consulta sem saber se a queixa é puramente estética, hormonal ou uma combinação das duas situações, confusão que costuma se manter até a realização do exame físico detalhado. Compreender essa diferença ajuda a entender por que o tratamento pode variar bastante entre pacientes com queixa aparentemente semelhante. Vamos entender, ao longo deste conteúdo, como essa distinção é feita na prática clínica.
Qual a diferença entre lipomastia e ginecomastia verdadeira?
A lipomastia é o termo usado para descrever o acúmulo de gordura na região do tórax, semelhante ao que ocorre em outras partes do corpo, sem envolvimento da glândula mamária propriamente dita. Já a ginecomastia verdadeira envolve o crescimento do tecido glandular, estrutura que não responde a dietas ou exercícios físicos direcionados, mesmo com perda de peso significativa em outras regiões do corpo.
Como pontua o Dr. Haeckel Cabral, é comum a queixa de pacientes que já tentaram reduzir o volume torácico por meio de treino intenso, sem qualquer resultado perceptível, justamente por se tratar de tecido glandular, e não de gordura acumulada. Ao exame físico, a diferença entre os dois tecidos costuma ser perceptível pela consistência mais firme e centralizada da glândula mamária.
Quando a origem do quadro é predominantemente hormonal?
Alterações hormonais estão entre as causas mais comuns de ginecomastia verdadeira, podendo surgir durante a puberdade, quando o desequilíbrio entre estrogênio e testosterona provoca crescimento temporário da glândula, regredindo espontaneamente em boa parte dos casos ao longo de aproximadamente um ano. Em adultos, o uso de determinados medicamentos, anabolizantes ou disfunções na tireoide também podem desencadear o quadro em qualquer fase da vida adulta.
Na interpretação do Dr. Haeckel Cabral Moraes, doenças hepáticas ou renais, que alteram o metabolismo hormonal do organismo, também figuram entre as causas investigadas quando o crescimento mamário surge de forma súbita ou está associado a outros sintomas relatados pelo paciente, como fadiga, alterações de peso ou mudanças na pele.

Como o exame físico ajuda a diferenciar as causas?
Durante a consulta, a palpação da região torácica permite identificar se o volume presente é predominantemente adiposo, glandular ou uma combinação dos dois tecidos, informação que já direciona boa parte da conduta a ser adotada pela equipe médica. Assimetria entre os lados do tórax, sensibilidade ao toque e histórico de início dos sintomas também compõem essa avaliação inicial detalhada.
Como destaca o Dr. Haeckel Cabral Moraes, quando há suspeita de causa hormonal relevante, exames laboratoriais complementares e, em alguns casos, avaliação conjunta com endocrinologista ajudam a confirmar ou descartar alterações sistêmicas antes de qualquer indicação cirúrgica relacionada à ginecomastia.
O tratamento muda conforme a origem identificada?
Quando o quadro é predominantemente adiposo, a lipoaspiração da região costuma ser suficiente para o resultado desejado, com recuperação mais simples em comparação a outras abordagens cirúrgicas mais extensas. Já quando há tecido glandular significativo, a remoção cirúrgica dessa glândula, associada ou não à lipoaspiração, torna-se necessária para um resultado satisfatório no contorno torácico do paciente.
À luz do que frisa o Dr. Haeckel Cabral, casos de origem hormonal identificada exigem atenção adicional ao tratamento da causa de base antes ou durante o acompanhamento cirúrgico, já que corrigir apenas o aspecto visível sem investigar a origem hormonal pode não resolver completamente a queixa do paciente a longo prazo.
Identificar corretamente se a ginecomastia tem origem estética, hormonal ou mista é o que orienta um tratamento realmente eficaz para cada paciente. A avaliação médica presencial, com exame físico detalhado e investigação complementar quando necessário, permanece indispensável antes de qualquer decisão sobre o tratamento mais adequado.
