Revista Tribuna Notícias
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Leitura; Taiza Tosatt Eleoterio mapeia como a psicanálise entende o mecanismo de negação diante do sofrimento
Compartilhar
Revista Tribuna NotíciasRevista Tribuna Notícias
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
Revista Tribuna Notícias > Blog > Notícias > Taiza Tosatt Eleoterio mapeia como a psicanálise entende o mecanismo de negação diante do sofrimento
Notícias

Taiza Tosatt Eleoterio mapeia como a psicanálise entende o mecanismo de negação diante do sofrimento

Lucia Corvalles
Lucia Corvalles outubro 5, 2023
Compartilhar
Taiza Tosatt Eleoterio
Taiza Tosatt Eleoterio
Compartilhar

Diante de uma dor difícil de suportar, a psicanalista Taiza Tosatt Eleoterio explica que a mente humana dispõe de diversos recursos para se proteger, e um dos mais comuns é a negação: a recusa, muitas vezes inconsciente, em reconhecer um fato doloroso exatamente como ele é. Esse mecanismo não é sinal de fraqueza nem de falta de inteligência emocional, mas uma forma arcaica e universal de lidar com aquilo que, no momento, seria intolerável admitir de forma plena.

Contents
O que caracteriza a negação como mecanismo de defesa?Como a negação se manifesta em relações abusivas?Por que romper a negação costuma ser um processo gradual?O papel da escuta especializada na elaboração da negaçãoComo diferenciar negação de simples otimismo?O que muda quando a negação começa a ser elaborada?

A negação aparece em situações muito diferentes: desde o luto por uma perda significativa até a permanência em relações que causam sofrimento evidente, passando por sinais de adoecimento no próprio corpo que a pessoa insiste em não perceber. Compreender como esse mecanismo funciona ajuda a olhar com mais compaixão para si mesma e para os outros, em vez de julgar como “fraqueza” algo que, na verdade, é uma resposta psíquica bastante comum.

O que caracteriza a negação como mecanismo de defesa?

A negação funciona como uma espécie de anteparo temporário entre a pessoa e uma realidade que, se admitida de uma só vez, seria avassaladora demais para ser processada. Diante disso, a mente opta por manter parte da informação fora da consciência, permitindo que a pessoa continue funcionando no dia a dia, mesmo que às custas de uma percepção distorcida da própria situação. Esse recurso psíquico não costuma ser uma escolha deliberada, mas uma resposta automática, construída antes mesmo de a pessoa perceber conscientemente o que está fazendo.

Taiza Tosatt Eleoterio destaca que esse mecanismo, embora protetor em um primeiro momento, tende a se tornar prejudicial quando se prolonga além do necessário, impedindo que a pessoa tome decisões importantes ou busque a ajuda que precisa diante de um problema real e persistente.

Como a negação se manifesta em relações abusivas?

Um dos contextos em que a negação aparece com mais frequência é justamente dentro de um relacionamento abusivo, em que a pessoa pode minimizar episódios de violência, atribuí-los a “um dia ruim” do parceiro ou simplesmente evitar pensar sobre o assunto por longos períodos, mesmo diante de sinais evidentes de que algo está profundamente errado, um comportamento que costuma se sustentar sobre uma dependência emocional já bastante consolidada.

Como pondera Taiza Tosatt Eleoterio, essa negação específica costuma ser reforçada pelo próprio ciclo da violência, já que os momentos de reconciliação e afeto tornam mais fácil, psiquicamente, acreditar que o episódio doloroso foi uma exceção, e não parte de um padrão que tende a se repetir.

Por que romper a negação costuma ser um processo gradual?

Diferente do que muitas vezes se imagina, reconhecer plenamente uma situação dolorosa raramente acontece de uma só vez. É mais comum que a pessoa alterne entre momentos de maior clareza e momentos de recuo, em que volta a minimizar ou justificar o que está vivendo, antes de conseguir sustentar esse reconhecimento de forma mais estável.

Taiza Tosatt Eleoterio aponta que essa oscilação não deve ser interpretada como incoerência, mas como parte esperada de um processo psíquico que, para se completar, precisa respeitar o ritmo interno de cada pessoa, sem pressa e sem cobranças externas que tentem acelerar essa tomada de consciência.

O papel da escuta especializada na elaboração da negação

Um espaço de escuta cuidadosa pode ajudar a pessoa a se aproximar, aos poucos, daquilo que a negação mantinha afastado, sem que essa aproximação aconteça de forma abrupta ou invasiva. A presença de alguém preparado para acolher essa descoberta gradual faz diferença justamente porque não força a pessoa a encarar tudo de uma vez, respeitando o tempo necessário para que cada nova percepção seja, de fato, absorvida.

Taiza Tosatt Eleoterio avalia que esse acompanhamento cuidadoso costuma ser mais eficaz do que confrontos diretos vindos de familiares ou amigos, que, embora bem-intencionados, podem reforçar a resistência da pessoa em vez de ajudá-la a se abrir para uma nova percepção da própria realidade.

Como diferenciar negação de simples otimismo?

Nem toda forma de minimizar um problema é, necessariamente, negação no sentido psíquico mais profundo. Manter certa esperança diante de uma dificuldade, ou preferir não remoer constantemente um sofrimento, pode ser uma estratégia saudável de enfrentamento, desde que não impeça a pessoa de agir diante do que precisa ser mudado.

A diferença costuma estar justamente na função que esse comportamento exerce: quando o otimismo permite seguir em frente sem ignorar a realidade, ele é saudável; quando a minimização impede qualquer ação diante de um problema real e persistente, é provável que se trate de negação.

O que muda quando a negação começa a ser elaborada?

À medida que a negação vai perdendo força, a pessoa passa a ter acesso a informações e sentimentos que antes estavam fora de alcance, o que costuma trazer, inicialmente, um aumento da dor, antes de possibilitar decisões mais alinhadas com a própria realidade e com o próprio bem-estar. Esse desconforto passageiro não deve ser confundido com um retrocesso; é, na verdade, sinal de que algo antes evitado finalmente está sendo processado.

Por fim, Taiza Tosatt Eleoterio ressalta que esse processo, embora desconfortável, é o que permite que a pessoa deixe de reagir a uma versão distorcida da própria vida e passe a construir escolhas mais conscientes, ainda que esse caminho exija tempo, apoio e uma boa dose de paciência consigo mesma.

Tag:O que aconteceu com Taiza Tosatt EleoterioPsicanalista Taiza Tosatt EleoterioQuem é Taiza Tosatt EleoterioTaiza EleoterioTaiza TosattTaiza Tosatt EleoterioTudos sobre Taiza Tosatt Eleoterio
Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print

News

Armários metálicos com servidores, equipamentos de rede e cabos em um datacenter moderno
Nova lei cria incentivos para datacenters e exige investimentos em tecnologia no Brasil
Tecnologia
Pessoa com deficiência circula por área urbana acessível no Brasil
IBGE revela desigualdades no acesso a trabalho, moradia e direitos entre pessoas com deficiência
Notícias
Antonella Amaral Giancoli
Sob o céu do Namib, Antonela Amaral Giancoli e Anna Boni mostram como a Benarrivati incorpora a observação de estrelas ao roteiro
Notícias
Golden Brasil
Golden Brasil: Por que milhões distribuídos em royalties funcionam como indicador de solidez?
Notícias
Revista Tribuna Notícias

Revista Tribuna: Seu olhar crítico sobre o mundo. Mergulhe em um universo de notícias que vão além dos fatos. Análises profundas, reportagens exclusivas e opiniões que te farão pensar. Do Brasil para o mundo, a Revista Tribuna te mantém informado sobre tudo o que importa.

Parajara Moraes Alves Junior
Compliance tributário ganha espaço na gestão do agronegócio
setembro 8, 2026
Revista Tribuna - [email protected] - tel.(11)91754-6532
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?