O Tribunal Superior Eleitoral vem promovendo uma série de iniciativas visando aperfeiçoar o funcionamento das eleições gerais do país. Recentemente foram divulgadas propostas com diversas mudanças que podem impactar desde o calendário eleitoral até as formas de participação digital dos eleitores e candidatos. A ideia central dessas propostas é tornar o processo mais claro, seguro e alinhado com os desafios atuais da política e da tecnologia, incluindo questões relacionadas às interações online e à propagação de conteúdos durante a fase eleitoral.
Uma das principais ações foi a publicação de várias minutas de resolução que tratam de pontos cruciais como a definição de prazos e critérios para a campanha, modos de fiscalização e regras para manifestações antes do período de campanha oficial. Essas minutas foram disponibilizadas para que a sociedade civil tenha a oportunidade de apresentar sugestões e participações, o que amplia a transparência e cria um espaço de diálogo entre o órgão eleitoral e a população.
Para receber contribuições sobre as propostas, foi aberto um período no qual cidadãos e entidades podem enviar suas opiniões e propostas de ajuste. Esse prazo vai até o final de janeiro e visa garantir que diferentes vozes e perspectivas sejam consideradas antes das audiências públicas, que estão programadas para acontecer nos primeiros dias de fevereiro. A expectativa é que, com essa participação, as resoluções finais reflitam uma construção mais democrática das regras que vão reger o pleito.
As audiências públicas promovidas nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro terão um papel importante na discussão das minutas. Elas abordam temas variados como pesquisas eleitorais, prestação de contas, financiamento de campanhas, propaganda eleitoral e representações legais. A realização desses encontros públicos permite que a sociedade acompanhe de perto e dialogue sobre temas que impactam diretamente a condução das eleições gerais.
Outro aspecto relevante das propostas é a atualização de regras em relação ao uso de plataformas digitais e redes sociais durante o período que antecede e inclui o pleito eleitoral. O tribunal tem buscado debater formas de lidar com conteúdos que possam atacar o processo democrático, atribuindo maior responsabilidade às empresas provedoras na remoção de conteúdos nocivos, mesmo sem a necessidade de decisões judiciais imediatas, em busca de um ambiente digital mais seguro para o debate político.
Além disso, há propostas que tratam de temas antigos e novos, como a definição de quando e como as manifestações pré-campanha podem ocorrer sem ferir as normas eleitorais vigentes. Essas regras pretendem equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de manter um processo eleitoral justo, evitando que episódios de desequilíbrio prejudiquem a disputa ou causem confusão entre eleitores.
A participação da população nesse processo de formulação e ajuste das normas é um diferencial significativo das eleições de 2026. A abertura para sugestões e debates públicos representa uma oportunidade para fortalecer a legitimidade das regras que serão aplicadas, bem como promover um maior entendimento do funcionamento das instituições democráticas brasileiras, tornando o pleito mais inclusivo e representativo.
Por fim, a definição final dessas normas deve ocorrer até o início do mês eleitoral, garantindo que todas as estruturas legais estejam prontas antes do início oficial da campanha. Esse alinhamento entre participação social, transparência e planejamento institucional demonstra um esforço conjunto para assegurar um processo eleitoral que seja ao mesmo tempo moderno e fiel aos princípios democráticos, refletindo a importância de engajamento da sociedade nas decisões que moldam o futuro político do país.
Autor : Yury Pavlov