Conhecer as tradições no Japão é uma forma de entender como passado e presente convivem de maneira muito natural, e, como informa Alberto Toshio Murakami, um viajante do mundo, mas principalmente do Japão e Itália, observar esses costumes ajuda o viajante a se conectar de verdade com a cultura local.
Se você gosta de aprender sobre hábitos culturais e pretende visitar o país, vale continuar a leitura para descobrir práticas que seguem vivas no cotidiano japonês.
O valor das tradições na cultura japonesa
No Japão, tradição não é algo restrito a museus ou datas comemorativas. Ela está presente na forma de cumprimentar, de se comportar em público, de participar de eventos familiares e até de organizar a rotina de trabalho. A sociedade japonesa valoriza fortemente conceitos como respeito, disciplina e harmonia coletiva, conhecidos como wa, que orientam muitas atitudes diárias.

Segundo Alberto Toshio Murakami, esse apego às tradições não impede o avanço tecnológico ou a modernização das cidades. Pelo contrário, ele cria um equilíbrio interessante, no qual práticas antigas seguem sendo respeitadas mesmo em grandes centros urbanos como Tóquio, Osaka e Kyoto.
Reverência e respeito como parte da comunicação
Uma das tradições mais visíveis no dia a dia é a reverência, o famoso ato de inclinar o corpo ao cumprimentar alguém. Esse gesto expressa respeito, gratidão e reconhecimento da posição social do outro. A profundidade da inclinação varia conforme o contexto, a formalidade da situação e a relação entre as pessoas.
Além da reverência, a linguagem japonesa também reflete esse cuidado com o respeito, utilizando formas verbais específicas para tratar superiores, clientes e pessoas mais velhas. Conforme elucida o viajante, Alberto Toshio Murakami, essa estrutura social influencia desde interações no comércio até reuniões de trabalho, reforçando a importância da hierarquia e da cordialidade.
A cerimônia do chá e o significado da harmonia
Embora hoje seja praticada principalmente em ambientes culturais e educacionais, a cerimônia do chá ainda representa um símbolo forte da tradição japonesa. Mais do que servir uma bebida, ela envolve um ritual que valoriza simplicidade, atenção aos detalhes e respeito entre anfitrião e convidados.
Cada movimento é pensado para transmitir tranquilidade e equilíbrio, refletindo valores do budismo e do xintoísmo. Assim como destaca Alberto Toshio Murakami, mesmo quem não participa formalmente da cerimônia absorve esses princípios no cotidiano, especialmente na forma de receber visitas e de valorizar pequenos gestos de hospitalidade.
Tradições ligadas às estações do ano
O calendário japonês é profundamente conectado às mudanças das estações. A floração das cerejeiras na primavera, por exemplo, dá origem ao hanami, tradição em que famílias e amigos se reúnem para apreciar as flores nos parques. No outono, as folhas avermelhadas atraem visitantes para caminhadas e festivais locais.
No verão, os festivais conhecidos como matsuri movimentam bairros inteiros, com desfiles, comidas típicas e apresentações culturais. Já no inverno, rituais de purificação e celebrações de Ano Novo reforçam a importância da renovação. Alberto Toshio Murakami apresenta que esse vínculo com a natureza ajuda a manter uma relação mais consciente com o tempo e com os ciclos da vida.
Costumes no transporte e em espaços públicos
Outro aspecto marcante do cotidiano japonês é o comportamento em locais públicos, especialmente no transporte. É comum que as pessoas evitem falar alto, atendam chamadas em silêncio ou simplesmente enviem mensagens de texto. Essa atitude demonstra respeito pelo espaço coletivo e pela tranquilidade dos outros passageiros.
Filas organizadas, limpeza constante e cuidado com o lixo também fazem parte desse padrão cultural. Como frisa Alberto Toshio Murakami, esses hábitos não são impostos apenas por regras, mas sim por um senso coletivo de responsabilidade que é ensinado desde a infância.
A tradição nas escolas e na formação social
Nas escolas japonesas, os alunos participam da limpeza das salas, corredores e pátios, prática que reforça valores de cooperação e responsabilidade. Essa atividade não é vista como punição, mas como parte da formação do cidadão.
Além disso, cerimônias escolares, eventos esportivos e festivais culturais fazem parte do calendário acadêmico, mantendo vivas diversas tradições. Esse modelo educacional contribui para criar adultos mais conscientes do impacto de suas ações na comunidade, menciona Alberto Toshio Murakami.
Alimentação como expressão cultural
Mesmo com a popularização de restaurantes internacionais, a base da alimentação japonesa continua sendo simples e tradicional: arroz, sopa de missô, peixes, vegetais e conservas. As refeições costumam ser equilibradas e visualmente organizadas, valorizando tanto o sabor quanto a apresentação.
Esse cuidado com a comida também reflete o respeito pelos ingredientes e pela sazonalidade. Conforme destaca Alberto Toshio Murakami, muitas famílias mantêm receitas passadas de geração em geração, preservando sabores regionais e métodos tradicionais de preparo.
Tradição e modernidade convivendo lado a lado
Talvez um dos aspectos mais fascinantes do Japão seja justamente essa convivência entre práticas ancestrais e inovação tecnológica. É possível ver templos centenários ao lado de prédios ultramodernos, pessoas usando trajes tradicionais em meio a centros comerciais futuristas e festivais antigos acontecendo em bairros altamente urbanizados.
Essa integração não acontece por acaso, elucida Alberto Toshio Murakami, ela é resultado de uma sociedade que entende a tradição como parte da identidade nacional e não como algo a ser substituído pelo progresso.
Por que entender essas tradições faz diferença para o visitante?
Para quem visita o Japão, compreender essas tradições vai além da curiosidade cultural. Elas ajudam a evitar situações constrangedoras, facilitam a comunicação e tornam a experiência muito mais rica. Gestos simples, como respeitar o silêncio, seguir filas e demonstrar educação, fazem grande diferença na forma como o visitante é recebido.
Além disso, participar de festivais locais, experimentar comidas típicas e observar costumes cotidianos permite uma imersão cultural mais autêntica. Tal como considera Alberto Toshio Murakami, é justamente esse contato direto com o dia a dia que transforma uma viagem em uma experiência memorável.
Autor: Yury Pavlov
