Poucos temas reúnem tanta urgência social e tanto potencial de transformação quanto o saneamento básico no Brasil. É nesse terreno que o engenheiro ambiental Felipe Schroeder dos Anjos enxerga o maior desafio de infraestrutura da próxima década: levar água tratada e coleta de esgoto a milhões de pessoas dentro de um prazo que se aproxima rapidamente. A meta é conhecida, mas o caminho até ela exige muito mais do que contratos bilionários.
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O descompasso entre meta e investimento
O obstáculo persiste nos números, isso porque o Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, mostrou que mais da metade das cem maiores cidades investe menos de R$ 100 por habitante, enquanto o Plano Nacional de Saneamento Básico estima a necessidade de cerca de R$ 225 por pessoa ao ano para alcançar a universalização. Some-se a isso o desperdício: quase 40% da água potável é perdida antes de chegar às residências, um volume já tratado e pronto para consumo.
Para Felipe Schroeder dos Anjos, esse descompasso revela que o gargalo não é apenas financeiro, mas de gestão e de engenharia. Reduzir perdas, modernizar redes e priorizar a infraestrutura básica na agenda pública são frentes que dependem tanto de capital quanto de competência técnica para executar obras complexas dentro do prazo.
O motor das parcerias
A boa notícia está no ritmo das concessões. Desde a sanção do marco legal, o setor já realizou dezenas de certames, mobilizando bilhões em investimentos contratados. Quatro grandes projetos de parcerias público-privadas devem ir a leilão ainda em 2026, com previsão de atender centenas de municípios. Estados como Goiás e Ceará lideram esse avanço com modelagens voltadas ao esgotamento sanitário de dezenas de cidades.

Segundo o engenheiro ambiental Felipe Schroeder dos Anjos, esse movimento tem transformado o saneamento em um dos campos mais dinâmicos da engenharia ambiental brasileira. Cada nova PPP exige projetos de infraestrutura sustentável, estudos de viabilidade e equipes capacitadas para entregar resultados concretos em saúde pública e qualidade ambiental. Além disso, esse avanço estimula a adoção de tecnologias mais modernas e de modelos de gestão voltados à eficiência operacional e à sustentabilidade financeira dos sistemas. Como consequência, ampliam-se as oportunidades para profissionais especializados e para empresas que desenvolvem soluções inovadoras para o setor.
Mais do que uma tubulação: o futuro!
Universalizar o saneamento vai muito além de assinar contratos: exige responsabilidade social, governança e capacidade técnica de execução. É essa visão integrada que conecta engenharia, meio ambiente e impacto social que Felipe Schroeder dos Anjos defende como a verdadeira medida de sucesso. Levar saúde e dignidade à população, no fim, é o melhor indicador de que a infraestrutura cumpriu o seu papel.
Para que os avanços sejam duradouros, é necessário garantir que os sistemas implantados sejam eficientes, resilientes e capazes de atender às demandas futuras da população. Isso envolve planejamento de longo prazo, manutenção adequada das estruturas e acompanhamento constante dos indicadores de desempenho. Sem essa preocupação contínua, os benefícios do saneamento podem ser limitados ou perder força ao longo do tempo.
Por fim, o engenheiro ambiental Felipe Schroeder dos Anjos ressalta que o saneamento básico deve ser compreendido como um investimento estratégico no desenvolvimento humano e econômico. Regiões com acesso adequado à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto tendem a apresentar melhores indicadores de saúde, educação e produtividade. Nesse prospecto, cada obra concluída representa não apenas uma melhoria na infraestrutura urbana, mas também um avanço concreto na qualidade de vida e nas oportunidades oferecidas à população.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
