Revista Tribuna Notícias
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Leitura; Marco Legal da IA fica para o segundo semestre e Senado cria frente parlamentar sobre o tema
Compartilhar
Revista Tribuna NotíciasRevista Tribuna Notícias
Font ResizerAa
Search
  • Home
  • Notícias
  • Política
  • Tecnologia
Revista Tribuna Notícias > Blog > Notícias > Marco Legal da IA fica para o segundo semestre e Senado cria frente parlamentar sobre o tema
Notícias

Marco Legal da IA fica para o segundo semestre e Senado cria frente parlamentar sobre o tema

Lucia Corvalles
Lucia Corvalles julho 15, 2026
Compartilhar
Marco Legal da IA fica para o segundo semestre e Senado cria frente parlamentar sobre o tema
Marco Legal da IA fica para o segundo semestre e Senado cria frente parlamentar sobre o tema
Compartilhar

Recesso do Congresso adia votação da regulação de inteligência artificial, enquanto novo colegiado promete acompanhar o debate.

A regulamentação da inteligência artificial no Brasil segue sem data marcada para sair do papel. O Projeto de Lei 2.338/2023, principal proposta legislativa sobre o tema, entra em recesso parlamentar pela segunda vez desde que chegou à Câmara dos Deputados, em março de 2025, ainda sem o parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro. Ao mesmo tempo, o Senado Federal formalizou, em 9 de julho, a criação da Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital, um colegiado que não tem poder de votar leis, mas que promete organizar audiências públicas e ajudar a construir consenso em torno de um tema que já divide o setor produtivo, especialistas em direito digital e organizações da sociedade civil. Para quem acompanha o avanço da IA generativa no dia a dia, a pergunta é inevitável: por que um projeto discutido há mais de um ano e meio continua sem previsão de votação, e o que essa nova frente parlamentar realmente muda nesse cenário?

Contents
Recesso do Congresso adia votação da regulação de inteligência artificial, enquanto novo colegiado promete acompanhar o debate.Por que a votação do marco legal segue travadaO papel da nova frente parlamentar sobre inteligência artificialO que muda para empresas enquanto a lei não sai

Por que a votação do marco legal segue travada

O PL 2.338/2023, de autoria do atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi aprovado pelos senadores em dezembro de 2024 e chegou à Câmara dos Deputados em março do ano seguinte. Desde então, uma Comissão Especial, presidida pela deputada Luísa Canziani e relatada por Aguinaldo Ribeiro, realizou uma série de audiências públicas com especialistas, representantes do setor produtivo e organismos internacionais, mas ainda não apresentou um relatório final. O presidente da Câmara, Hugo Motta, chegou a prometer, em maio, que o texto sairia até o fim de junho, mas a promessa não se confirmou, e o projeto voltou a ficar fora da pauta antes do início do recesso parlamentar, que se estende até 1º de agosto.

Um dos motivos apontados para o atraso é a complexidade técnica do texto, que classifica sistemas de inteligência artificial por nível de risco, em modelo inspirado na regulação europeia, e impõe obrigações diferenciadas a desenvolvedores conforme o grau de exposição de cada aplicação. Além disso, o calendário eleitoral de 2026, com eleições municipais previstas para outubro, tende a esvaziar ainda mais o plenário nos próximos meses, já que boa parte dos parlamentares direciona energia para as campanhas em seus estados e municípios. Segundo levantamentos de veículos especializados em tecnologia, o adiamento também afeta a tramitação de outras pautas ligadas ao setor, como o regime especial de tributação para data centers, hoje apensado à discussão do marco de inteligência artificial no Congresso.

O papel da nova frente parlamentar sobre inteligência artificial

Diante da falta de avanço do PL 2.338/2023, o Senado optou por criar um espaço paralelo de debate. A Resolução nº 19 de 2026, promulgada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, instituiu a Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital, um colegiado suprapartidário e de duração indeterminada, formado por deputados e senadores que assinarem a ata de instalação. Entre suas atribuições estão promover debates sobre os impactos sociais, econômicos e culturais da inteligência artificial, contribuir para a elaboração de propostas legislativas sobre o tema e acompanhar a atuação de órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, além de monitorar políticas públicas como a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial.

É importante entender os limites dessa nova estrutura: por definição, uma frente parlamentar não tem poder deliberativo, ou seja, não vota projetos de lei nem substitui o trabalho da Comissão Especial que já analisa o PL 2.338/2023. Na prática, o colegiado deve funcionar como um espaço de articulação política, capaz de aproximar o Congresso de universidades, setor privado, sociedade civil e organismos internacionais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o G20 e a Organização das Nações Unidas. A frente não terá orçamento próprio e dependerá de apoio administrativo do Senado, mas especialistas ouvidos por veículos do setor de tecnologia avaliam que esse tipo de colegiado costuma ganhar peso na construção de consensos e na organização de audiências que, no médio prazo, podem influenciar o texto final da regulação.

O que muda para empresas enquanto a lei não sai

Mesmo sem sanção, o Marco Legal da Inteligência Artificial já vem funcionando como referência para o mercado. Levantamentos setoriais indicam que mais de 70% das grandes empresas brasileiras já utilizam algum tipo de sistema de inteligência artificial em processos sensíveis, como análise de crédito, prevenção a fraudes e apoio a decisões gerenciais, o que aumenta a exposição a riscos jurídicos e reputacionais mesmo antes de existir uma lei específica em vigor. Por isso, escritórios de advocacia especializados em direito digital vêm recomendando que empresas tratem os princípios do PL 2.338/2023, como transparência, explicabilidade das decisões automatizadas e classificação de risco, como parâmetro de boas práticas desde já, e não como uma obrigação que só valerá a partir da sanção presidencial.

Esse movimento de antecipação também aparece no Judiciário: o Conselho Nacional de Justiça é hoje citado como referência internacional por já contar com diretrizes próprias sobre transparência, rastreabilidade e auditoria no uso de inteligência artificial em atividades como triagem processual e apoio à decisão judicial, servindo como uma espécie de laboratório para o modelo que o Congresso discute em nível nacional. Para o setor de tecnologia, o principal efeito prático do impasse legislativo é a incerteza regulatória: sem uma data definida para a votação, empresas seguem operando em um ambiente onde as regras de amanhã ainda não estão totalmente claras, o que tende a pesar tanto sobre startups que buscam investimento quanto sobre companhias que já usam IA em larga escala e precisam justificar seus modelos de governança a investidores e parceiros internacionais.

O cenário que se desenha para o segundo semestre de 2026 combina um Congresso mais concentrado nas eleições municipais de outubro com um debate técnico que continua avançando por outras vias, como a nova frente parlamentar e as iniciativas já em curso no Judiciário. Se o relatório de Aguinaldo Ribeiro sair, como ele mesmo já sinalizou, com uma proposta mais enxuta e voltada a princípios gerais, a expectativa é que o texto retorne ao Senado antes de qualquer sanção presidencial, o que empurra a vigência efetiva da lei para um horizonte ainda incerto. Até lá, o mercado brasileiro segue se movendo por conta própria, tratando a regulação futura como uma bússola e não como um ponto de partida.

Fontes consultadas:

  • Agência Senado
  • Poder360
  • ConvergênciaDigital
  • ND+
  • TeleTime News
Compartilhe esse artigo
Facebook Twitter Email Print

News

Dois funcionários organizam produtos nas prateleiras de um pequeno mercado.
Novo pacote do MEI prevê teto de R$ 140 mil e perdão de dívidas federais
Notícias
Wander Aguilera Almeida
Voar em áreas remotas exige cuidados extras? Entenda o papel do planejamento e dos equipamentos de emergência 
Notícias
Rua urbana à noite sob forte chuva, com carros em circulação e pessoas protegidas por guarda-chuvas.
Planejamento climático deve entrar no centro das decisões públicas brasileiras
Notícias
Homem idoso recebe uma cesta de doações de uma voluntária sorridente em um ambiente interno.
Pagamento do Bolsa Família terá regra especial em outubro para áreas sob emergência
Notícias
Revista Tribuna Notícias

Revista Tribuna: Seu olhar crítico sobre o mundo. Mergulhe em um universo de notícias que vão além dos fatos. Análises profundas, reportagens exclusivas e opiniões que te farão pensar. Do Brasil para o mundo, a Revista Tribuna te mantém informado sobre tudo o que importa.

Dalmi Fernandes Defanti Junior
Design gráfico: Confira os principais erros que comprometem materiais impressos
julho 24, 2026
Revista Tribuna - [email protected] - tel.(11)91754-6532
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?