Ministro da Justiça culpa “política armamentista irresponsável”

Astolf Gerard Filho
Astolf Gerard Filho

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, usou as redes sociais nesta quarta-feira (22) para comentar sobre a chacina em Sinop (distante a 500 km de Cuiabá), que resultou na morte de sete pessoas.

Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, Dino atribuiu os crimes praticados por Edgar Ricardo de Oliveira, 30, e Ezequias Souza Ribeiro, 27, à política de armas do governo passado.

“Mais 7 homicídios brutais. Mais um resultado trágico da irresponsável política armamentista que levou à proliferação de “clubes de tiro”, supostamente destinados a “pessoas de bem” (como alega a extrema-direita)”, escreveu o ministro.

O presidente Lula revogou os decretos do ex-chefe da União em relação às armas logo nos primeiros dias de seu mandato. Ele estabeleceu regras e criou um grupo de trabalho que vai propor a atualização do Estatuto do Desarmamento.

Informações preliminares apontavam que Edgar Ricardo, um dos assassinos, seria atirador esportivo. Em suas redes sociais, ele compartilhava vídeos praticando tiro e, inclusive, atingindo um alvo. Ele ainda mostra as balas usadas nos disparos. A Federação de Tiro de Mato Grosso, contudo, negou que ele seja filiado a algum Clube de Tiro.

Nas imagens gravadas por uma câmera de segurança do bar onde o crime ocorreu, Edgar aparece saindo do veículo, uma caminhonete S-10, segurando uma espingarda calibre 12. Já Ezequias, o segundo assassino, portando uma pistola 380 juntou todas as pessoas na mesa enquanto Edgar começou a execução.

Share This Article
Leave a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *